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  • Vespas com martelos nas pontas das antenas?

    Uma característica muito curiosa de algumas espécies de vespas da sub-família Cryptinae, incluindo Cryptanura sp., é que as extremidades de suas antenas são modificadas e possuem estruturas parecidas com martelos que são utilizadas para «bater» no substrato e encontrar suas presas. É um tipo de ecolocalização através de meio sólido. Assim, as vespas fêmeas podem identificar facilmente larvas de besouros, por exemplo, que vivem dentro de troncos.

    Veja os detalhes da ponta das antenas de algumas espécies de vespas [1]. Esta foto foi publicada no livro «Evolutionary Biology–Concepts, Molecular and Morphological Evolution».

    Detalhes de pontas de antenas de vespas Cryptinae


    [1Laurenne, N., & Quicke, D. L. (2010). Antennal hammers: echos of sensillae past. In Evolutionary Biology–Concepts, Molecular and Morphological Evolution (pp. 271-282). Springer, Berlin, Heidelberg.

  • Formiga foguete!

    Uma das formigas mais rápidas do mundo vive no deserto do Saara. A espécie diurna Cataplyphis bombycina é capaz de se deslocar a uma velocidade de 0,855 metros por segundo. Na prática, ela se move o equivalente a 108 vezes seu comprimento corporal por segundo. Os autores observaram que em sua velocidade máxima, a formiga é capaz de cobrir uma distância de 85,5 cm por segundo com 47 passadas, mais de 10 vezes a taxa de passadas de Usain Bolt (guardando as devidas proporções, obviamente). Além de praticamente voar sobre as areias escaldantes do deserto, esta espécie possui pelos prateados ao longo de toda a superficie do corpo que ajudam a refletir os raios solares.

    Ver online : Formiga super veloz do deserto do Saara

  • Novo crânio de Australopithecus é revelado em escavações na Etiopia

    Um crânio quase completo de Australopithecus foi revelado à comunidade científica na última edição da revista Nature, no dia 28 de agosto de 2019. Foram necessários mais de três anos de analises para que Yohannes Haile-Selassie, Stephanie M. Melillo e outros colaboradores, autores do artigo, chegassem à conclusão de que o crânio era de um representante de Australopithecus anamensis, um parente mais velho de A. afarensis. O fossil foi descoberto em 2016 na Etiópia e sua idade estimada é de 3,8 milhões de anos. Para os autores da descoberta, este espécime fornece o primeiro vislumbre do morfologia craniofacial completa dos primeiros membros conhecidos do gênero Australopithecus. Em entrevista ao The Washington Post, o paleontólogo David Strait afirma que este crânio se tornará um icone e provavelmente ilustrará livros sobre a evolução humana, juntamente com Lucy, o representante mais conhecido da espécie A. afarensis.

    A seguir, fotos do crânio e relações filogenéticas de Australopithecus anamensis [1].

    Ver online : https://www.cmnh.org/mrd


    [1Haile-Selassie, Y., Melillo, S. M., Vazzana, A., Benazzi, S., & Ryan, T. M. (2019). A 3.8-million-year-old hominin cranium from Woranso-Mille, Ethiopia. Nature, 1-6.